Memorial dos Abismos

by Pelos

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“Memorial dos Abismos” é um EP com cinco faixas. A poesia rascunhada nas letras e a crueza de sentimentos expostos, em contato com a formação de três guitarras, define a identidade do trabalho. Todas as músicas foram produzidas por Fabrício Galvani no estúdio Casa Antiga. Foi lançado em Outubro de 2008.

credits

released October 10, 2008

Produção musical: Fabrício Galvani e Pelos
Design: Robert Frank

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Pelos Belo Horizonte, Brazil

Formada em 1999 a Pelos, originalmente batizada de “Pelos de Cachorro”, nasceu no Aglomerado da Serra, periferia de Belo Horizonte, e tornou-se um dos nomes de destaque do rock na capital mineira, reconhecidamente uma das cenas mais pulsantes do gênero em todo o país. ... more

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Track Name: Estragos Sutis
Estragos sutis

O que o traz passado?
Por que se faz presente assim?
O modo errado ao te enterrar?
O que se traz por trás do véu?
O seu semblante não mostrou
Certos gestos são palavras no ar
Eu peço a sombra
Eu peço a sombra para não me assombrar

Movido a sonhos surreais
A minha mente repousou
Em um lado oposto a tudo seu
O que eu faço agora
Com as promessas que você deixou
Num canto escuro aos tratos de ninguém?
Não se preocupe
Um dia a gente sempre se consola e chora
Sem histórias pra contar

A falsa frente se desfigurou
A falsa frente se desfigurou
Track Name: O Sonho dos Quartos Infinitos
O Sonho dos Quartos Infinitos

A chuva cai e então lhe faz pensar
Num passado que lhe traz só dor
Dizem que ela sempre vem
Quando é hora de alguém partir
Pro céu ou pro inferno
E a dor foi tudo o que de fim restou
Sem calor, sem cores
E o todo que acreditava ter
Se mostrou só ilusão

Por que a infância morre e é normal?
Como fosse só o crescer com os traços mudados
Bem ou mal, não sei
Minha infância já morreu
Quem sabe os pés descalços não vão dizer
Daqueles sonhos de riso e paz
E em seu sinal
O aceno final
Vejo neons na cidade
Glória aos mortos
São eles que estão em paz
Mas não verei seu sorriso
Não mais

Tão cedo que o medo sorri
Tão certo que a estrela apagou
Cercada por concreto e o sentimento frio se mostrou
E o espelho é frio pra mim
Me espera ver e sorrir
Mas o que há do outro lado não é o que posso ver daqui
Me dê um beijo final
Me espera ver sempre sorrir
Mas os sonhos ao seu lado se afogaram
E quanto tempo vai durar esta dor?
Track Name: Deputamadre Blues
Deputamadre Blues

Pelo dia em que então se curou
As voz fria se pôs a chorar
Era fim de janeiro ou abril
Se não me lembro não vá se importar
O barraco era todo feliz
Pelo chão corriam a sorrir
Um cão, um gato disputando um rato morto
E pelo chão se podia ver
A chuva que entrava
Se levantou e sorriu
Eram sinceros os seus sentimentos
Vendo isso, então a noite se abriu
A chuva cessou, assim como a dor

Afinal, sofreu
Não será pior
Afinal, sofreu
Não terá dor pior
E ao final, sofreu
E sorriu, e chorou, e agradeceu
Por estarmos todos mortos

Ela questionou o que há depois
Se estaríamos juntos
No que há depois
Minha filha e o câncer
E a ingratidão da vida então lhe fez morrer em sangue
Há quanto tempo o tempo nos separou
Na solidão crescente se afogou
E mesmo sendo cedo demais
Abriu a porta e disse adeus

Afinal, sofreu
Não será pior
Afinal, sofreu
Não terá dor pior
E ao final, sofreu
Silenciou

Sua vida era pobre
Mas podres não eram
Os tesouros em mente
Tumores transformam retratos
Transportam relatos
De tempos felizes
À sombra da morte
E nem mais um corte
Sangrias são só pesadelos
Então se despede
Do barraco se despe
De lona, tijolos e sonhos
É!